DESIGN POSSÍVEL SANTA CATARINA
A equipe do Design Possível Santa Catarina (DPSC) é formada por duas docentes, Isabela (coordenadora) e Lurdete, uma mestranda da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Erica, cinco egressos do Curso de Design do IF-SC (Anna Paula, Maika, Naiara, Rodrigo e Leon), uma estudante de Design Industrial da Universidade Estadual de Santa Catarina (UDESC), Ana Cláudia e pelos estudantes do Curso Superior de Tecnologia em Design de Produto do IF-SC (André, Beatriz, Carol, Jéssica, Marília e Pedro)
O DPSC tem como objetivo principal colaborar na melhoria da qualidade de vida de comunidades em situação de vulnerabilidade social de Florianópolis junto a grupos produtivos organizados, contribuindo com sua sustentabilidade e empoderamento sobre seu desenvolvimento, respeitando e aproveitando-se das características e potencialidades locais. A proposta do DPSC é utilizar o design como ferramenta para asustentabilidade das comunidades parceiras, a partir da formação, capacitação técnica e qualificação em atividades de geração de renda. O respeito à cultura local e ao meio ambiente são princípios observados pelo DPSC em suas ações.
Projetos
No ano de 2010, o DPSC foi inscrito como projeto de extensão do IF-SC, firmando-se para este projeto parceria com o Centro Cultural Escrava Anastácia (CCEA), particularmente com seu projeto Incubadora Popular de Empreendimentos Solidários (IPES), na época Incubadora Popular de Cooperativas (IPC). Este projeto de extensão, com duração de um ano, permitiu o financiamento das ações do DPSC, entre bolsas para estudantes da graduação do IF-SC e compra de materiais e equipamentos. Os grupos do IPES atendidos foram a Cooperativa Fábrica de Pranchas, a Cooperativa de Gastronomia e Alimentação Sonho Nosso e a Cooperativa de Informática Infinity Games.
PRANCHAS: O projeto do Design Possível Santa Catarina junto à cooperativa Solto, caracteriza-se pelo reaproveitamento de matéria-prima na fabricação de produtos. A Solto é um dos empreendimentos atendido pela Incubadora Popular de Empreendimentos Solidários (IPES), frente do Centro Cultural Escrava Anastácia (CCEA), que se caracteriza por uma oficina de pranchas de surf. O projeto do DP-SC em execução com este empreendimento visa utilizar o refugo da resina utilizada na manutenção das pranchas de surf para produzir produtos cuja venda gere renda complementar aos integrantes do empreendimento. Para tanto são trabalhados fundamentos da técnica de conformação de resina e princípios básicos do design de produtos. O projeto encontra-se em execução.
OFICINA CRIAÇÃO EM TECIDO: A oficina Criação em Tecido irá ensinar aos seus alunos como desenvolver produtos em tecido. Além de técnicas de costura, serão abordados temas como foco no público alvo, formação de preços, escolha dos materiais e processos mais adequados e controle de qualidade. Esta oficina visa dar noções de design e empreendedorismo, bem como novas técnicas de costura e modelagem aos participantes.
OFICINA SERIGRAFIA: A oficina de serigrafia se propõe a ensinar os alunos como tirar o desenho do papel e transforma-lo em uma estampa,utilizando a serigrafia. Além de desta técnica, serão abordados temas como foco no público alvo, formação de preços, escolha dos materiais e processos mais adequados e controle de qualidade. Esta oficina visa dar noções de design e empreendedorismo, bem como novas técnicas de estamparia.
COMUNIDADES INDÍGENAS: No ano de 2011, o Design Possível Santa Catarina fechou novas parcerias. Uma delas é o projeto de extensão do IF-SC em parceria com o Banco do Brasil e a COPIR intitulado Design Possivel nas Comunidades Indígenas: Maciambú, Morro dos cavalos e Biguaçu. Este projeto pretende alavancar o potencial do artesanato indígena, oferecendo ferramentas que os auxiliem a gerenciar seu próprio negócio, em meio a um mercado agressivo. Com a participação dessas comunidades na “Feira Miramar – Largo da Alfândega”, torna-se urgente capacitar os artesãos diretamente ligados à produção do artesanato indígena para o entendimento de todo o processo que envolve a inserção de seus produtos no mercado, bem como uma conscientização sobre design colaborativo. Deste modo, este projeto tem como principal objetivo a valorização do artesanato indígena e sua inserção no mercado, por meio de estratégias de design colaborativo.
PLANETA RETALHO – CONSULADO DA MULHER: Este projeto teve como objetivo promover uma ação integrada entre a Rede Design Possível e o Consulado da Mulher para o desenvolvimento de identidades gráficas de 3 diferentes grupos, em 3 diferentes estados onde o DP está presente, para desse modo avaliar a possibilidade de ações integradas nacionais com a comparação de seus processos, tempos e resultados em cada localidade. O projeto ocorreu entre outubro de 2010 e dezembro de 2010, no Consulado da Mulher presente em São Paulo, Manaus e Joinville. Este foi o primeiro projeto conjunto da Rede Design Possível. Seus planejamento e desenvolvimento ocorreu simultaneamente em São Paulo, Florianópolis e Manaus. O Consulado da Mulher é uma instituição parceira do DPSP há alguns anos e aceitou a proposta do DPSP para desenvolver esse projeto piloto de integração de projetos na Rede DP. Em Santa Catarina, o Consulado da Mulher possui sede em Joinville e o representante do DPSC que participou diretamente deste projeto foi Rodrigo. O DPSC atuou no desenvolvimento colab ativo da identidade visual e material gráfico do grupo Planeta Retalho, grupo de mulheres que desenvolve artigos de artesanato com tecido.

ELOS NO CANTEIRO: O projeto Elos no Canteiro surgiu quando o Instituto Elos – especializado em mobilização social – foi chamado pelo Ministério da Cultura para dar um curso de mobilização social em locais onde irão existir “pontos de cultura”. O projeto que já passou por diversas regiões do país é dividido em três frentes: Cidade; Turismo; e Economia. Em cada comunidade onde o curso acontece são realizadas diversas atividades práticas que consistem em mudanças na realidade local e um incentivo para a mobilização da própria comunidade acerca dos temas tratados. Em novembro de 2010 aconteceu a etapa de Florianópolis com intervenções na comunidade do Mont Serrat no Maciço do Morro da Cruz. Nessa etapa o Design Possível participou das atividades do eixo Economia que consistiam em incentivar a economia local através de ações como: identificar empreendimentos na comunidade; elaborar uma marca coletiva para os empreendimentos; elaborar um “menu de negócios” onde se poderia encontrar informações sobre os empreendimentos; além de melhorias nos produtos e serviços da comunidade. Tudo isso em um único final de semana.






